Estes
são os principais textos sobre Hatha Yoga e Yoga em
geral. Divirta-se !
Yoga
Sutras de Patanjali
Os
Yoga Sutras (Aforismos do Yoga) são o texto clássico
que codificou o conhecimento tradicional sobre o Yoga.
Foi escrito por Patañjali, renomado siddha nascido
na região a noroeste da Índia, e que obteve
notoriedade ensinando Yoga no sul da Índia. Acredita-se
que tenha vivido por volta da época de Siddharta
Gautama, o Buddha, Século V a.C. ou pouco tempo
depois. O
texto se compõe de 196 aforismos divididos em
quatro capítulos que tratam do método do
Yoga para libertar o praticante das transformações
materiais e da morte (sutra IV, 33) devolvendo-o à sua
natureza autêntica (sutras IV, 34 e I, 3). Os quatro
capítulos são os seguintes:
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Os
sutras eram disseminados oralmente. Eram recitados
pelo Guru para os praticantes. Clique
no botão
ao lado e escute as 11 primeiras estrofes! |
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Uma
das melhores traduções e análises
do Yoga Sutras do Patanjali foi feita pelo Prof. Carlos
Eduardo Barbosa. Leia através do link abaixo esta tradução
na íntegra
no Formato PDF.
Yoga Sutras de Patanjali
(Fornecido
pelo Yogaforum.org) |
Gheranda
Samhita
A
Gheranda Samhita é um manual de Hatha Yoga do
século XVII que consta de 351 estrofes distribuídas
em sete capítulos. É uma das três
escrituras clássicas do Hatha Yoga e as técnicas
que apresenta formam a base de muitas práticas
do Yoga contemporâneo. O ensinamento apresenta-se
em forma de diálogo entre o sábio Gheranda,
de quem nada se conhece, e seu discípulo Chanda
Kápáli. Esta obra Vaishnavita toma como
modelo o Hatha Yoga Pradipika e alguns versos têm
correspondência com os do dito manual. Gheranda
ensina uma disciplina de sete passos (sapta-sádhana)
e descreve não menos de trinta e duas posturas
(ásana) e vinte e cinco “selos” (mudra).
A parte mais original deste trabalho é o extenso
tratamento das técnicas de purificação
(shodhana). Também propõe uma interessante
classificação do fenómeno do ênstase
(samádhi). Existem numerosos comentários
a este texto. Tradução
e comentários do Gheranda Samhita: Gustavo Cunha.
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Bhagavad-Gita
A
Bhagavad Gita (A Canção do Senhor) é um
texto religioso Hindu. Faz parte do épico Mahabharata,
embora seja de composição mais recente que
o todo deste livro. Na versão que o inclui, o Mahabharata é datado
no Século IV a.C. O texto, escrito em sânscrito,
relata o diálogo
de Krishna (uma das encarnações de Vishnu)
com Arjuna em pleno campo
de batalha. Arjuna representa o papel de uma alma confusa
sobre seu dever, e recebe iluminação diretamente
do Senhor Krishna, que o instrui na ciência da auto-realização.
Leia a versão integral do Bhagavad-Gita em
PDF sedido gentilmente pela gita-society.org.br
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Hatha
Yoga Pradipika
Temos
o prazer de apresentar à família dos yogis
brasileiros a edição em português
da Hatha Yoga Pradípiká, o guia clássico
para a prática avançada de Hatha Yoga.
A importância desta obra radica em que ela é o
manual mais detalhado sobre a ciência do Hatha
que chegou até nós. Svátmáráma,
o autor, parece ter vivido por volta do século
XIV da nossa era. Ele integra aqui as disciplinas fisiológicas
do Hatha Yoga com as práticas contemplativas do
Rája Yoga, deixando claro logo no início
do livro que o Hatha Yoga, "como uma escada, conduz
ao elevado Rája Yoga." O Hatha Yoga é um
método de Yoga tântrico que finca suas raízes
na Índia antiga, mas que surgiu com muita força
no período medieval (s. IX-XII). Este sistema
almeja o despertar da energia potencial usando o esforço
físico extremo. Segundo a Goraksha Paddhati, uma
obra contemporânea ao Hatha Yoga Pradípiká,
a palavra hatha (que literalmente significa "esforço
físico violento") deriva das sílabas
ha, sol, e tha, lua, donde percebemos a visão
dualista do Tantra. A integração das forças
solar e lunar, masculina e feminina, é o objetivo
deste Yoga.
O Hatha Yoga dá muita importância à prática
de ásana e pránáyáma, assim
como também às purificações
(shat karma). A aparição deste método
se vincula a Gorakshanatha, o mítico asceta fundador
da ordem dos Kánphata yogis e autor dos tratados
Hatha Yoga (hoje perdido) e Gorakshashataka. Os
principais livros sobre esta disciplina, afora os já citados,
são a Hatha Yoga Pradípiká (segundo
a tradição, baseado no Hatha Yoga), a Gheranda
Samhitá e a Shiva Samhitá, sendo este último
o mais extenso e elaborado do ponto de vista filosófico. A
Hatha Yoga Pradípiká consta de quatro capítulos,
com um total de 389 versos (shlokas), embora este número
possa oscilar dependendo da edição. O yogi
Svátmáráma nos proporciona muitas
definições fundamentais sobre algumas técnicas
absolutamente essenciais nos dias de hoje.
No primeiro capítulo, descrevem-se
dezesseis ásanas. Entretanto, para desilusão
de alguns entusiastas da prática física,
a maioria deles são variações da
postura sentada com as pernas cruzadas. Também
se dão instruções sobre a dieta
correta que o praticante deve seguir. A brevidade da
série de ásanas descrita, aliada ao grau
de dificuldade de algumas posturas "culturais" propostas
pelo autor, como kukkutásana ou mayúrásana,
pode resultar duplamente frustrante para aqueles que
estão acostumados com a idéia de que Hatha
Yoga é sinônimo de prática física
suave e relaxante. Digo duplamente
frustrante porque, por um lado, os ásanas do Hatha
Yoga não são de fácil execução.
Por outro lado, não se dá tanta importância
assim à sua prática, já que ela
aparece claramente em função do objetivo
final deste sistema: a iluminação (samádhi).
O resto da obra, com sua carga de práticas energéticas
e meditativas, se encarrega de enterrar essas interpretações
errôneas do conceito de "Yoga físico". No
segundo capítulo se expõe
a ciência do pránáyáma, as
técnicas de expansão da força vital
(prána). Para aqueles praticantes que apresentem
problemas de saúde prescrevem-se as "seis
ações" (shatkarma). Estas técnicas
purificadoras devem ser praticadas antes do pránáyáma. O
autor distingue oito tipos de expansão e controle
da respiração, que denomina retenções
(kúmbhaka). Afirma que estas retenções
despertam o poder psíquico latente no ser humano,
chamado nos textos esotéricos de poder serpentino
(kundaliní shaktí).
O processo do despertar dessa energia potencial
está exposto no terceiro capítulo, e se
complementa com dez "selos" corpóreos,
chamados mudrás e ainda com três "contrações" físico-energéticas
chamadas bandhas, que se fazem com a garganta, o ventre
e o assoalho pélvico. Este capítulo conclui
com uma descrição das técnicas tântricas
vajrolí e sahajolí (de sublimação
dos fluidos sexuais, tanto os densos como os sutis) e
outras práticas de manipulação da
energia. O capítulo final
discorre sobre as técnicas de percepção
do náda, o som supersutil interior que se torna
audível quando a rede de canais psico-energéticos
(nádís) foi devidamente purificada. Descrevem-se
ainda a absorção final (láyá)
da atenção na realidade transcendental
e as etapas do samádhi, a iluminação. Acrescentamos
alguns comentários
ao longo do texto, que aparecem entre colchetes, para
facilitar a compreensão de passagens escuras,
assim como um glossário técnico onde podem
encontrar-se detalhes teórico-práticos
sobre os termos sânscritos. É nosso
desejo que o leitor seja estimulado pelas vozes dos yogis
da antiguidade que se ouvem claramente neste texto e
pelo altíssimo valor instrumental das instruções
aqui contidas, para aceitar o convite de aventurar-se
no oceano da própria consciência. Tradução
e comentários do Hatha Yoga Pradipika: Pedro Kupfer
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